Segundo um anúncio feito hoje na Cidade do México pela América Móvil, empresa dona da Claro, foi fechado um acordo com a Apple para a distribuição do iPhone na América Latina, e as vendas devem começar ainda este ano. No plano original da Apple, anunciado por Jobs na Macworld Expo em 2007, o aparelho só chegaria por essas bandas em 2009, mas como o objetivo é vender 10 milhões de unidades até o final do ano (e as vendas na Europa aparentemente não andam tão boas quanto o esperado) a Apple parece ter mudado de idéia.
Em fevereiro o chefe de operações da Apple Tim Cook já havia dito que a empresa tem como compromisso fabricar o melhor celular possível e não está presa à nenhum modelo de negócios (ao se referir à exclusividade de algumas operadoras, modelo atual nos países onde o iPhone está disponível), e anúncios recentes feitos pela Rogers (Canadá), Vodafone (Portugal, África do Sul, Itália e mais sete países), TIM (Itália) e hoje pela América Móvil parecem apontar para a venda de aparelhos sem exclusividade em alguns mercados.
A pergunta que deve ser feita é se o aparelhos vendido nestes mercados será o novo modelo (diversos rumores apontam para um lançamento nos próximos meses) ou se receberemos o modelo atual. Tudo aponta para um novo modelo com 3G, mas nunca se sabe.
Por aqui muita gente que tinha interesse em um iPhone já acabou comprando e desbloqueando, mas a segurança de ter um aparelho oferecido por uma operadora local pode ser o empurrão que faltava para quem estava pensando em comprar mas tinha receio de ter problemas com os métodos de desbloqueio, e mesmo quem já comprou deve acabar eventualmente trocando de aparelho no caso do lançamento de um modelo 3G.
Na última terça eu estive em Curitiba, e conversando com a Bia Kunze sobre o iPhone ela me disse que uma das razões pelas quais ela não tinha comprado o aparelho era pela falta de um cliente para podcasts que funcionasse sem a necessidade do iTunes. Como ela está sem banda larga, os podcasts são atualizados quando ela tem acesso à uma rede wifi aberta ou quando está em um hotspot, e normalmente nesses momentos ela está sem seu laptop. Na hora eu me lembrei do aplicativo que eu usei durante a viagem para a China, o MobileCast, que faz exatamente isso, mas ela comentou que eu não tinha falado sobre este programa por aqui. Como normalmente tenho acesso à redes sem fio em casa e no trabalho e uso o iTunes no MacBook para gerenciar meus arquivos eu acabei desinstalando o programa, então fiz o processo desde o começo para relembrar.
A instalação é bem simples pelo Installer.app, e o programa pode ser encontrado na categoria Multimedia. Com ele instalado, você tem a opção de inserir os feeds manualmente ou então usar um arquivo OPML, que deve estar em um servidor. Isso facilita bastante a vida de quem assina diversos podcasts e não quer ter que digitar todos os endereços. A maior parte dos clientes de RSS oferece a opção de exportar a lista de feeds assinados para o formato OPML, e daí é só enviar para um servidor.
Com a lista de feeds no programa, o funcionamento é bem simples. Na primeira tela ele mostra todos os podcasts assinados, e ao clicar no nome o aplicativo mostra a lista dos episódios disponíveis. Ao lado do nome de cada podcast existe ainda uma seta azul, e ao clicar nela aparece a opção de compartilhar por email o endereço do feed, o que pode ser útil quando você descobre novos podcasts interessantes e quer mandar para os amigos.
Na lista de episódios a seta tem a função de iniciar o download do episódio selecionado ou começar a tocar caso ele já esteja no aparelho. O download funciona tanto por wifi quanto por EDGE, mas nesse caso, dependendo do podcast, a espera pode ser bem longa. Se normalmente você precisar baixar os episódios pela conexão EDGE o ideal é assinar o feed em baixa qualidade que muitos podcasts oferecem, geralmente com o áudio em 16 kbps. O download dos episódios por enquanto é manual, mas funciona em segundo plano. Desta maneira é possível você selecionar os episódios que deseja escutar e começar a baixar, fazendo outras coisas no iPhone enquanto isso acontece.
O sistema de reconhecimento de escrita do Newton nunca foi lá essas coisas, e na cultura pop o cartunista Garry Trudeau foi um dos que brincaram com a dificuldade do sistema em reconhecer o que era escrito em sua tela em uma tira do Doonesbury publicada em 1993. A bincadeira acabou virando easter egg no sistema operacional do Newton, bastando escrever Egg Freckles na tela, selecionar o conteúdo e clicar em Assist Me (a imagem ao lado aparece na tela do Newton).
De lá pra cá as coisas mudaram, mas o reconhecimento de escrita continua falho. O aplicativo HWPen, desenvolvido por chineses, teoricamente reconhece a escrita na tela também em caracteres ocidentais, mas a experiência que tive ao testar me lembrou muito a frustração de tentar usar a função no Newton.
Para quem quiser testar no iPhone, o aplicativo pode ser instalado através do repositório http://iphonecake.com/src/new, mas é recomendável fazer um backup do arquivo /System/Library/LaunchDaemons/com.apple.SpringBoard.plist por segurança, já que se trata de software beta.
De acordo com o site da revista Macworld, a Netblender, empresa especializada em soluções para Blu-Ray, deve anunciar no próximo dia 10 um produto que permitirá controlar o tocador de Blu-Ray através do iPhone, usando as capacidades de rede dos tocadores de última geração.
O controle não se limitaria a simplesmente mudar o capítulo do filme, mas também exibiria informações e links para o conteúdo mostrado nos discos, manteria um banco de dados de sua coleção de discos no iPhone e transferiria vídeos para o aparelho (no mesmo estilo do que está sendo feito por algumas empresas nos DVDs)
Embora algumas pessoas não vejam a graça no Twitter, ele se tornou nos últimos tempos parte integral da minha vida online. Acho muito bom poder acompanhar rapidamente o que meus contatos estão escrevendo e os links que estão postando, e tenho descoberto diversos sites legais através dele, então é natural que eu esteja sempre à procura de uma maneira de seguir as atualizações onde quer que eu esteja, e isso envolve atualmente o iPhone.
Já testei várias maneiras de usar o site pelo iPhone, e atualmente estou usando o MobileTwitter.app, criado por Nicholas Pike. Além das atualizações de seus contatos, mensagens diretas e updates diretos em texto, ele oferece a possibilidade de enviar fotos tiradas com o iPhone para o serviço Twitpic, com o link aparecendo no Twitter.
O Cris Dias, que também está testando o aplicativo, percebeu de cara dois problemas chatos. O primeiro deles é que as fotos aparecem deitadas no Twitpic, e o segundo é que o aplicativo oferece a opção de abrir os twitts no MobileSafari, mas ainda não é possível abrir links enviados diretamente por seus contatos no navegador, sendo necessário abrir a página do Twitter e só então entrar no link.
Isso são coisas que podem ser resolvidas, o que tornaria o MobileTwitter uma das melhores opções para usar o serviço no iPhone.
Para instalar o MobileTwitter em seu iPhone você deve adicionar o repositório http://apps.npike.net/repo.xml no Installer.app.
De acordo com a história oficial contada em um fórum, o pai de um garoto na Inglaterra comprou um iPhone em dezembro apenas para mostrar aos clientes o que eles ganhariam de brinde em compras acima de £500 e nunca havia ativado o aparelho, tampouco usado algum método para desbloquear. Ao deixar o iPhone conectado para carregá-lo para finalmente ativar pelo iTunes, o aparelho esquentou de tal maneira que a base derreteu parcialmente e a tela quebrou. Como já houveram diversos casos de eletrônicos superaquecidos nos últimos tempos, seria uma história plausível, se não fosse um pequeno detalhe: era mentira.
O mesmo usuário já havia sondado diversosfóruns para encontrar maneiras de ter sua tela, quebrada após uma queda do aparelho que foi desbloqueado, trocada pela Apple sem custo. O gênio do crime, se não for processado por tentativa de fraude (não conheço as leis britânicas para saber como isso é tratado por lá), no mínimo vai ficar com um iPhone derretido.
O pessoal que estava trabalhando no jailbreak do novo firmware do iPhone/iPod touch conseguiu mais uma vez, e já é possível instalar programas de terceiros na versão 1.1.3. A parte ruim é que aparentemente o processo é tão complicado que eles decidiram esperar mais um pouco para liberar as instruções para o público.
Este vídeo no YouTube mostra um iPod rodando a última versão do firmware com o Installer.app em sua tela inicial.
Com o lançamento do novo firmware, as esperanças de um desbloqueio por software do iPhone com firmware 1.1.2 OTB reapareceram (permitindo o uso de SIMs de operadoras nacionais), e GeoHot, responsável pelo primeiro desbloqueio por hardware anunciou ter obtido sucesso em um novo desbloqueio por hardware, desta vez para o 1.1.2 OTB, colocando instruções em seu site. Segundo rumores, um desbloqueio por software está a caminho e deve ser anunciado nos próximos dias.
De qualquer maneira, se você está usando um iPhone desbloqueado não atualize até que apareça um método seguro e a confirmação de que ele continuará desbloqueado.
Não, o cara não ligou para a namorada e perguntou se ela aceitaria casar. Ao invés disso, ele criou um vídeo no estilo do comercial do iPhone, convidou a namorada para dar uma caminhada pelo local onde eles se conheceram, e chegando lá usou o aparelho para mostrar o vídeo. Pela qualidade do vídeo, deve ter dado um trabalho enorme, mas valeu a pena, já que a moça aceitou. :) Veja o vídeo abaixo:
Na semana passada circulou uma imagem que supostamente seria um GPS para o iPhone desenvolvido pela TomTom, empresa holandesa com grande tradição neste mercado. O que entregou a brincadeira foi o adesivo utilizado no falso produto, o mesmo que já havia aparecido em uma imagem criada por um fã de um iPhone com tela widescreen, muito antes do lançamento do iPod touch. Porém se o GPS é essencial para sua vida móvel, não desanime. O Engadget publicou hoje um vídeo com o locoGPS em ação, e aparentemente o módulo funciona bem com o celular da Apple. O modelo que aparece no vídeo ainda está sem nenhum acabamento, mas uma imagem no site já dá uma prévia de como ficaria o produto final. Atualmente para utilizar o locoGPS é necessário um iPhone com jailbreak para instalar o aplicativo, mas com o lançamento do kit de desenvolvimento, previsto para o início de 2008, existe a possibilidade do programa ser instalado oficialmente no iPhone (possibilidade remota, já que eu acredito que a Apple deva incluir GPS em uma futura versão do iPhone e não aceitaria um módulo externo). O aplicativo reconhece os dados recebidos pelo GPS e envia para o Google Maps do iPhone, e a partir daí é só digitar o endereço buscado para o programa traçar uma rota.