Algumas impressões sobre filmes, músicas, ou qualquer outra coisa que aparecer...
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15/05/2005 - Alta Fidelidade - Não é um filme novo, mas acabei de assistir novamente e fiquei com vontade de escrever sobre ele. Baseado em um livro de Nick Hornby, o filme transpõe a história para Chicago (Londres, no livro) com bastante sucesso. Rob Gordon (Fleming, no original) é o dono de uma loja de discos usados que acabou de ser abandonado por sua namorada. O filme é permeado de referências à cultura pop, músicas e filmes, e obrigatório para qualquer fã de música (a trilha sonora, que vai de Bob Dylan à Stiff Little Fingers, já vale o preço da locação). Jack Black faz o papel do assitente da loja de discos, em uma atuação muito divertida como sempre.
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03/11/2004 - Os Esquecidos - Preste muita atenção quando tentarem te vender algo usando a fama alheia. Pelas propagandas que assisti estão tentando vender este filme como um novo Sexto Sentido. Não é. Está muito mais para o fraco Sinais do que para um suspense interessante. Essa é a natureza do entretenimento hoje em dia. Tentam sempre levar as pessoas a consumir produtos de entretenimento usando o nome de sucessos para engana-las. E daí se o filme não tem nada a ver com a 'isca'? Não tem problema, a pessoa só vai perceber depois que o filme terminar, e a essa altura já temos o dinheiro dela mesmo. Este filme provavelmente não conseguiu o sucesso esperado no mercado externo, então estão tentando a qualquer custo criar um clima de expectativa para levar as pessoas às salas de cinema no mercado internacional. O diretor é o mesmo de Dormindo com o Inimigo (com Julia Roberts) e Anjo Malvado (Macaulay Culkin). Neste filme, Julianne Moore interpreta uma mãe que perde o filho em um acidente aéreo. Aos poucos ela começa a desconfiar de um plano para faze-la esquecer do garoto. Ao reencontrar o pai de uma garota que estava no mesmo avião e que não se lembra da filha, ela começa a perceber que talvez não seja apenas sua imaginação, e que estejam realmente tentando alterar suas memórias. Bem fraco, mas acredito que terá uma estréia movimentada em função da campanha publicitária usando o nome do Sexto Sentido. O melhor conselho? Esqueça este filme.
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19/08/2004 - A Vila - Se alguém contasse o final de "O Sexto Sentido" antes de você assistir, provavelmente o filme perderia boa parte do seu suspense, que o faz tão interessante. O novo filme de M. Night Shayamalan possui características semelhantes em relação ao inesperado, então fica ainda mais difícil escrever sobre ele sem entregar nada do roteiro e acabar com o filme para quem ainda não assistiu. Depois de dois filmes que eu achei fracos, Corpo Fechado e Sinais, M. Night Shayamalan fez um filme que me lembrou muito alguns filmes antigos, com uma boa profundidade dos personagens, sustos nos lugares certos, e um roteiro bom. Uma pequena comunidade vive em uma vila, cercada por criaturas ameaçadoras. Uma espécie de pacto mantém tais criaturas longe da vila, enquanto ninguém ultrapassa as fronteiras do bosque que a cerca. Obviamente a trégua entre os moradores e as criaturas acaba quando um jovem (interpretado por Joaquin Phoenix), motivado por sua curiosidade e pelo desejo de buscar remédios para os moradores da vila, tem a idéia de atravessar o bosque e ir até umas das cidades próximas. Antes que ele consiga convencer o conselho que governa a comunidade, coisas acontecem, colocando em perigo o modo de vida dos moradores. Infelizmente não dá para entrar em maiores detalhes sem estragar alguma parte do filme, que merece ser visto pelos sustos, pelo roteiro e pela qualidade da direção.
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17/08/2004 - Colateral - Dirigido por Michael Mann, que também assinou Fogo Contra Fogo e O Informante, além de ter sido um dos roteiristas da série Miami Vice, este filme mostra Tom Cruise como um assassino profissional que chega a Los Angeles com a missão de eliminar cinco pessoas em uma noite. Para leva-lo aos lugares, ele contrata um motorista de táxi, interpretado por Jammie Foxx, que não tem idéia das verdadeiras intenções de seu cliente. A cidade de Los Angeles funciona como uma espécie de terceiro personagem, com seus becos escuros e ruas desertas à noite aumentando o drama do taxista. A maior pergunta é por que o assassino precisa de um taxista, e não aluga um carro com sistema de navegação(ou mesmo rouba)? Falha no roteiro ou simplesmente uma maneira do assassino ter junto com ele uma pessoa que conhece bem os atalhos de LA, que pode ainda ser culpado posteriormente pelos crimes, o filme cumpre bem o seu papel, mostrando mais um lado da cidade dos anjos.
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16/08/2004 - O Terminal - Não sei se é pelo fato de ter morado fora por uns tempos, mas eu gosto muito de filmes que mostram as dificuldades enfrentadas por pessoas fora de seu ambiente normal, e os obstáculos para se adaptar. Um exemplo fantástico é o filme Moscou em Nova York, com o Robin Williams, onde ele interpreta um russo que se muda para NY nos anos 80. O novo filme do Tom Hanks, com estréia prometida para 10 de setembro no Brasil, é inspirado na vida de um refugiado iraniano, Merhan Karimi Nasseri, que vive no aeroporto Charles de Gaulle em Paris desde 1988. Viktor Navorski é um cidadão de um país imaginário, Krakozhia, que ao chegar no aeroporto JFK em Nova York descobre que uma revolução destituiu o governo de seu país, fazendo com que seu passaporte não tenha validade, bem como seu visto de entrada. Passa então a viver no terminal internacional do aeroporto, onde aos poucos ele conhece diversas pessoas interessantes. Uma das cenas mais interessantes é quando vemos Viktor completamente sozinho em um lugar lotado como o terminal internacional do JFK. Como sempre, não vou entrar em detalhes sobre o filme, pois sei que muitas pessoas irão vê-lo, mas posso dizer que mais uma vez temos uma atuação soberba de Tom Hanks, e uma direção extremamente competente de Steven Spilberg. Em partes uma crítica sobre a burocracia excessiva, em outras uma amostra de como as pessoas fazem diversas coisas para sobreviver, o filme mostra o crescimento de Viktor através das adversidades enfrentadas. Um detalhe interessante é que tudo o que é visto na tela é um cenário gigantesco, e não o verdadeiro aeroporto JFK. O ponto principal discutido na internet é a questão de outras pessoas vindas do mesmo país, que se encontrariam na mesma situação, sem um país. Na minha opinião, ele poderia estar vindo de outro país que não a Krakozhia, sendo o único cidadão de seu país naquele momento chegando em Nova York. De qualquer maneira, é um bom filme que não deve ser perdido. No elenco estão também Catherine Zeta-Jones e Stanley Tucci.
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2/08/2004 - Eu, Robô - Vou bater na mesma tecla de sempre, mas é a frase mais efetiva neste caso: Adaptar um livro para a tela é tarefa muito complicada, e poucos conseguem sucesso. Sempre gostei muito dos livros do Isaac Asimov, e estava com muito medo do que fariam com esta adaptação. O site promocional é muito bom, o que me deu um pouco de esperanças. O filme se passa em Chicago, em 2035, quando os robôs fazem parte do cotidiano dos humanos, realizando todos os serviços indesejados. O que permite o funcionamento dos robôs é o cérebro positrônico, com as três leis incorporadas em seu desenho, que determinam que um robô deve obedecer as ordens dos humanos, proteger a vida humana e proteger sua própria existência, desde que isso não entre em conflito com as duas primeiras leis. Quando o cientista que lidera o projeto de um novo tipo de robô comete suicídio, um policial completamente tecnofóbico é chamado para investigar. Não vou entrar em detalhes para não estragar o filme para quem vai assistir, mas a história engloba vários aspectos desenvolvidos por Asimov em seus livros. Vários detalhes me chamaram a atenção, sendo o mais vistoso deles o Audi maravilhoso que o policial dirige, com uma luz de freio incorporada ao logotipo traseiro da Audi. Em outra cena, o policial se conecta (com comando de voz, claro) com um banco de dados da USRobotics (a empresa que fabrica os robôs), dando a entender que o carro tem conexão permanente com a Internet. O telefone usado pelo policial também é interessante, parecendo um headset bluetooth que eu vi para vender em NY. Outro detalhe interessante é a ausência de dinheiro, com os pagamentos feitos através de um cartão inteligente (duas cervejas, US$ 46.50. Não quero nem imaginar que a inflação nos próximos 30 anos vai ser assim).
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30/07/2004 - Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças - Fui assistir ontem a noite com a Fer o novo filme com o Jim Carrey e a Kate Winslet. O roteiro é do mesmo cara que escreveu "Quero ser John Malkovitch" e "Adaptação", que são filmes um pouco fora do convencional (tá, o filme do Malkovitch é bizarro, mas eu acho muito interessante). Foi um dos melhores filmes que eu assisti nos últimos tempos, com imagens muito interessantes, uma trilha sonora que combina perfeitamente com o roteiro, e uma atuação fantástica do Jim Carrey. Eu não gosto dos filmes de comédia do Jim Carrey, mas quando ele faz coisas mais sérias ele sempre me surpreende. Joel e Clementine são um casal que, depois de terminarem um relacionamento, passam por um procedimento para apagar as memórias um do outro. Em uma parte da história é mostrada a mente de Joel, lutando para manter as memórias, que, na minha opinião, ele percebe que se por um lado são dolorosas, são memórias do tempo passado junto com Clementine, e existem coisas boas no meio. A outra parte da história lida com a equipe contratada para apagar as memórias de Joel, e como um dos caras, depois de ter feito o mesmo com Clementine, se apaixona por ela.
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25/07/2004 - Fahrenheit 9/11 - Acabei de assistir o novo documentário do cineasta americano Michael Moore em sua campanha contra o governo Bush. Li em algum lugar uma vez que muita gente acabou dando apoio ao ex-presidente Nixon durante a guerra do Vietnã em função da falta de lógica das pessoas que protestavam contra ele, e o filme de Moore consegue uma coisa semelhante. As técnicas empregadas por ele para mostrar o que pensa, já utilizadas no filme anterior dele, Tiros em Columbine, acabam por criar tanta repulsa quanto os ato horríveis por ele denunciados. Muitas das cenas mostradas da invasão do Iraque são fortes demais, desnecessárias para se comunicar o ponto de vista desejado. Outro grande problema é que nos últimos meses eu percebi que as estatísticas utilizadas por Moore nem sempre condizem com a verdade, e ele as utiliza de acordo com a sua vontade, manipulando números e fatos para provar suas teorias. Um exemplo é a cena em que o presidente Bush aparece falando sobre terrorismo enquanto joga golfe. Em momento algum fica claro que ele não está se referindo aos ataques de 11 de setembro, mas sim ao ataque de 4 de agosto de 2002 em Israel, onde treze pessoas morreram em um atentado. Para quem não sabe do que se trata, pode ficar a impressão de que ele estava jogando golfe logo após os atentados de 11 de setembro. Não se trata de defender os atos do governo norte-americano nos últimos três anos, muito pelo contrário, acho que a base do pensamento de Moore é correta, mas em sua cruzada contra os republicanos ele vai acabar por criar uma certa aversão pelos democratas, por extrapolar em suas acusações. Minha sensação final sobre o filme é que realmente muita coisa errada aconteceu e acontece na administração atual dos EUA, e que este é o pior presidente possível, mas o documentário não tem a qualidade e os méritos que lhe são atribuídos.
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14/04/2004 - A Janela Secreta - Normalmente filmes baseados em livros nunca são tão bons quanto a experiência da leitura. Não conseguem passar todas as emoções, todas as coisas que se passam na mente dos personagens. O novo filme baseado em uma história do Stephen King consegue ser um dos poucos filmes baseados em sua obra que completamente passam as emoções do livro, e consegue ir além, dando uma virada interessante na história. Desde O Iluminado, de 1980, nenhuma adaptação dos livros de suspense de Stephen King para as telas conseguiu passar uma história interessante (basta ver o péssimo O Apanhador de Sonhos). Claro que existem exceções, como os maravilhosos A Espera de um Milagre e Um sonho de Liberdade, mas quando o cinema se aventurou no suspense de King, geralmente o resultado foi decepcionante. Até agora. Nesta nova história, o personagem principal é novamente um escritor (O Iluminado, Dark Half), interpretado por Johnny Depp, que, após encontrar sua mulher com outro em um motel, se isola em uma casa em um lago onde eles passavam os verões. Ele é visitado um dia por um estranho do Mississippi, que o acusa de ter plagiado uma de suas histórias. Isolamento, paranóia, o que é a verdade? Não vou contar muito mais para não estragar o filme para aqueles que vão assisti-lo, mas posso dizer que vale muito a pena, talvez até mais do que o livro. Nas palavras de Mort Rainey, "a unica coisa que importa é o final. O final é a parte mais importante da história. E este é muito bom".
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15/02/2004 - Acabei de assistir Escola de Rock, com o sempre ótimo Jack Black (de Alta Fidelidade). Como eu já havia lido na Set de Fevereiro, a tendência é que este filme não faça muito sucesso no Brasil. A razão, explicada pela Set e com a qual eu concordo plenamente é que o Brasil simplesmente não é Rock'N'Roll... Verdade que não pode ser discutida. Muitas das piadas do filme acabam passando direto pela platéia que não gosta realmente de Rock e que não entende o original em inglês. Brincadeiras com músicas, referências visuais, todas ótimas, não farão o sucesso desejado por aqui, e provavelmente este filme fique pouco tempo em cartaz e apareça rapidamente em DVD. Mas Jack Black está ótimo no papel do roqueiro trintão, mantendo vivas bandas como Led Zeppelin, Rush, Pink Floyd e AC/DC. Vale muito a pena, e vai te deixar com vontade de chegar em casa e ouvir todos os bons (maus) exemplos do Rock!
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17/02/2004 - Treze Fantasmas - O tema central do filme é o tempo. Sim, foi isso que eu escrevi. O tempo que você perde assistindo esse filme mal feito, com um roteiro absurdo... Remake de um filme de 1960, sobre uma família sem dinheiro que herda uma mansão de um tio rico, que colecionava, entre outras coisas, fantasmas. Na versão nova, o pai é interpretado pelo ator Tony Shalhoub, da série Monk. Apesar de gostar de outros trabalhos dele, é triste ver o que a necessidade de ganhar seu dinheiro faz com os atores, fazendo-os aceitar trabalhar em filmes como esse. Assisti na HBO, e ainda assim é um gasto enorme. Uma hora e meia da sua vida que você nunca terá de volta, que poderia ter sido passada lendo, passeando ou vendo a grama crescer...
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20/02/2004 - Extermínio, ou 28 Days Later - A primeira coisa que vem a cabeça é o livro Blecaute, do Marcelo Rubens Paiva, que a Rita me fez ler na oitava série. No livro, três amigos ficam presos em uma caverna, e quando saem todo o mundo parou, ninguém se mexe, e eles estão sozinhos. Uma idéia interessante, com toques que lembram o seriado Alem da Imaginação. O ponto de partida do filme é semelhante, um cara acorda de um coma em um hospital e não tem mais ninguém em Londres. Só que no filme a coisa acontece em função de um vírus que faz com que as pessoas fiquem violentas. O cara então perambulando pela cidade acaba encontrando outros sobreviventes, e juntos eles tentam lutar contra os infectados. O grande problema, na minha opinião, é o final, mas é claro que eu não vou comentá-lo aqui. Dirigido pelo mesmo camarada que fez Trainspotting e escrito pelo autor de A Praia (o livro, não o filminho com o DiCaprio), é diversão inglesa da melhor qualidade.
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03/03/2004 - Elf ou Um Duende em Nova York - Um filme que deve ser assistido na época do Natal, e não em Março, mas foi só agora que eu lembrei dele e assisti. Dirigido por Jon Favreau (o cara que fez o namorado que lutava Vale-Tudo da Monica, no seriado Friends, e pode ser visto no novo filme do Jack Nicholson, Alguem tem que ceder), é uma comédia leve sobre um elfo que depois de muitos anos descobre ser humano, e parte para Nova York em busca do seu pai (James Caan). Apesar de ser um filme descartável, a sensação de Saturday Night Live está presente o tempo todo. Vale como entretenimento sem compromisso, para uma noite em que a cabeça precise descansar. Destaque para o sempre ótimo produto do SNL, Will Ferrel. A propósito, Will Ferrel vai estar em uma produção que foi anunciada sobre o Tenacious D, do Jack Black.
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21/03/2004 - Piratas do Caribe - Mais uma adaptação da Disney de um brinquedo de seus parques. Como em A Mansão Mal-Assobrada, alguns dos momentos do brinquedo estão retratados no filme. O problema é que nem o fã mais leal consegue gostar de um filme por causa de algumas poucas memórias de um passeio na Disney. Achei cansativo, perdido, e no geral bobo. Não esperava, obviamente, Taxi Driver, mas com os recursos da Disney, certamente poderia ter saido um filme mais interessante.
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21/03/2004 - Voando Alto - É o tipo de filme que me dá orgulho de dizer que foi dirigido por um brasileiro. O carioca Bruno Barreto, de Bossa Nova e O que é isso, Companheiro? fez uma comédia leve e interessante sobre uma moça de uma cidade do interior de Nevada, com uma família problemática, que consegue ir atrás de seus sonhos. Com a ajuda de um elenco muito bom, é diversão garantida. Ja havia gostado muito do filme anterior de Bruno Barreto, que tem uma fotografia maravilhosa, mostando tudo de bonito que o Rio de Janeiro tem. Na minha opinião, é isso que deveria mostrar o cinema nacional, não favelas e situações que só pioram a imagem de nosso turismo no exterior.
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30/03/2004 - Cidade dos Sonhos - Como os outros trabalhos do David Lynch, não é um filme de fácil digestão, apreciado por todos. O título original, Mulholland Drive, é o nome de uma rua em Los Angeles, que durante o dia oferece vistas maravilhosas da cidade, e durante a noite é perigosa por suas curvas. O filme segue esta linha. Tem momentos lindos e curvas fechadas, que deixam a platéia em dúvida sobre o que é real e o que é sonho. Uma obra muito interessante, como poucas feitas atualmente, mistura os sonhos e a realidade de uma atriz decadente de Hollywood, consumida pela culpa e pelo arrependimento. É o tipo do filme que tem que ser visto várias vezes para que possamos entender todas as camadas dos personagens e dos eventos mostrados. E como um sonho, ele fica em sua cabeça por muito tempo, enquanto você tenta processar todas as imagens.
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