Estava escutando o podcast MacBreak Weekly hoje no carro, e o assunto do último programa muito me interessava, já que estou terminando uma reforma e decidindo os aparelhos que quero comprar para meu novo apartamento. O foco dessa semana foi o AppleTV, que já está sendo vendido nos EUA. Apesar de ter usado o aparelho durante a Macworld Expo, o uso no mundo real, longe do campo de distorção de realidade, muda um pouco as coisas e escutar as opiniões de quem está usando o aparelho há alguns dias foi muito bom. A impressão que eu tive escutando os participantes do programa foi que o aparelho, embora muito interessante, apenas mostra o caminho a ser trilhado, mas ainda não é a solução. Ao chegar em casa liguei meu MacBook na televisão (uma LG LCD de 42 polegadas que comprei já pensando no AppleTV) para fazer um teste, e cheguei à conclusão que vale a pena gastar mais e comprar um Mac mini para usar como media center do que o AppleTV, especialmente aqui no Brasil onde não temos conteúdo da iTS. Sim, um mini novo custa o dobro de um AppleTV, mas é possível fazer um bom negócio em um usado, que já viria no mínimo com processador Core Solo e HD de 60GB, 20GB maior que o que vem no AppleTV.
Enquanto o AppleTV roda uma versão simplificada do OS X (vários hacks que permitem expandir suas funções já estão circulando pela rede), o mini roda a versão completa do sistema, sem a necessidade de hacks para conseguir funções que acho interessantes, como rodar filmes em DivX, usar o protocolo bittorrent e muito mais. Não é segredo para ninguém que enquanto episódios de seriados podem ser encontrados pela internet em alta resolução, o conteúdo digital disponível na iTS, que não está disponível aqui no Brasil, é vendido em 480i. Usando o QuickTime já existe a opção de exportar para AppleTV, com 720×480, mas ainda assim não é o ideal. Existem rumores de que a Apple vai começar a vender filmes online em 720p, mas até o momento nada de concreto foi anunciado.
Usando o FrontRow em um mini conectado à TV por um cabo DVI-HDMI você tem acesso à todo o conteúdo em seu iTunes, incluindo podcasts e filmes, além de poder acessar sua biblioteca do iPhoto e assistir DVDs, tendo ainda um computador completo de quebra, que pode ser controlado através de um teclado sem fio diretamente do seu sofá. Adicione a isso um HD externo com toda sua biblioteca do iTunes conectado à um Airport Extreme e pronto, você tem espaço suficiente para todo o conteúdo digital, não só na sua TV mas também em qualquer computador que tenha acesso à rede. Como eu disse anteriormente, é um setup mais caro, mas muito mais completo do que o que o AppleTV oferece.
Entendo que a Apple quer mudar a maneira como consumimos conteúdo digital e pretende vender esse conteúdo através da iTunes Music Store, mas já que é para consumir este conteúdo em uma TV através do computador, por que não cortar o intermediário e deixar um mini ligado diretamente à sua TV? Em uma próxima versão é bem possível que o AppleTV passe a oferecer som 5.1 e a possibilidade de armazenar programas em seu HD como forma de atrair compradores (se bem que acho isso muito improvável, já que poderia afetar as vendas de episódios de seriados e filmes na iTS), mas esta primeira versão ainda não me convenceu.
























