Arquivo para Categoria ‘Na minha opinião...’

OpenMac não passa de vaporware

Segunda, Abril 14th, 2008

Quem conhece um pouco da história da Apple, especialmente sob o comando de Steve Jobs, já percebeu que o OpenMac, anunciado pela Psystar, não passa de vaporware. A empresa prometeu uma máquina por US$ 399 com processador Core 2 Duo, HD de 250GB e 2GB de RAM, além da possibilidade de melhorar essa configuração com alguns extras.

Se as decisões de Jobs foram acertadas em não permitir que seu sistema operacional fosse licenciado por terceiros nos anos 80 e em acabar com os clones nos anos 90 (programa que havia sido aprovado por Gil Amelio, seu antecessor no comando da Apple) é um ponto que pode ser discutido, já que isso ajudou no estabelecimento do IBM PC como padrão da indústria e no domínio do Windows, mas é muito difícil de imaginar que sua linha de pensamento tenha mudado e que a empresa não vá tentar de todas as maneiras possíveis acabar com o projeto do OpenMac.
A licença de uso do OS X só permite sua instalação em hardware original da Apple, o que por si só já é uma enorme barreira para qualquer fabricante interessado em criar os clones, e o departamento legal da Apple deve entrar em ação em breve.

O site da Psystar está fora do ar no momento, possivelmente em função do interesse gerado pelo anúncio do OpenMac, mas me espantaria muito se eles conseguissem vender suas máquinas.

UPDATE: Uma das coisas que eu tenho sentido em muitos blogs que falam sobre Mac é que eles repetem qualquer bobagem rumor que aparece, sem nenhuma análise, sem levar em conta a história da Apple ou um mínimo de bom senso.  Enquanto sei que existe público para isso, não é o meu foco por aqui, e quando vi esta história da Psystar percebi que era apenas vaporware.  O Gizmodo fez uma rápida investigação sobre a companhia e descobriu que ele nem ao menos existem no endereço mostrado no site, ou seja, se alguém já pagou provavelmente caiu em um belo golpe.    

UPDATE 2: As primeiras unidades do OpenComputer já foram entregues, mas a julgar pelo desempenho das máquinas e limitações (não é possível atualizar o sistema operacional, por exemplo) teria sido melhor se tivesse ficado no vaporware. O que é de se estranhar é o silêncio da Apple em relação ao caso. A companhia, normalmente rápida em acionar o departamento jurídico para proteger seus interesses, até agora não se manifestou contra a Psystar, que ao vender máquinas com o OS X instalado viola o EULA do sistema operacional.

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a2you, Race TV e #nob

Sexta, Abril 11th, 2008

Na última quarta fui à São Paulo para o evento de lançamento da RaceTV (já falo mais sobre isso) e acabei aproveitando para conhecer a loja a2you, Premium Reseller da Apple comandada pelo FastShop.
Pelas fotos que havia visto, tiradas no dia do lançamento, eu estava esperando uma loja menor, mas o espaço me pareceu bastante adequado, com várias máquinas em demonstração e a maior quantidade de acessórios que já vi em uma loja aqui no Brasil. Como eu havia imaginado, as máquinas são todas desbloqueadas e oferecem a chance para quem nunca viu o OS X em ação de experimentar o sistema, ao contrário do que acontece em outras lojas, onde as máquinas ficam apenas rodando a proteção de tela.
Conversei bastante com o Diego que trabalha por lá, e segundo ele as vendas estão equilibradas entre novos usuários e gente que está trocando seu Mac. De acordo com ele, os novos usuários geralmente se encantam com o iMac e acabam comprando para ser o computador da família, enquanto quem está trocando de máquina normalmente escolhe um portátil. O pessoal que trabalha na loja foi selecionado por já conhecer os produtos, o que é excelente, já que você pode tirar suas dúvidas com quem realmente entende de Macs e iPods.
Os preços cobrados são determinados pela tabela da Apple Brasil, mas se a loja seguir a linha do Fastshop com certeza existe espaço para negociação, especialmente se você estiver com dinheiro vivo na mão. Não tive a oportunidade de descobrir isso por que decidi esperar pelo menos até a WWDC para tomar uma decisão sobre a troca de máquina.

Saindo do Shopping Iguatemi fui para a Casa Fasano para o coquetel de lançamento da Race TV. O canal totalmente voltado para automobilismo começou a transmitir na última quarta, e terá diversos programas para quem gosta de velocidade. Dentre os carros em exposição, a Renault de Alonso no campeonato de 2006, além de um Porsche, um Lobini, um Mitsubishi e várias motos.

O final da noite foi no El Malak na Alameda Santos, no Nerds on Beer, ou #nob no Twitter. Bate-papo muito legal e a chance de conhecer pessoalmente várias pessoas com quem eu já conversava pelo Twitter e lia os blogs. A idéia agora é organizar um #nob_CPQ na semana que vem, quem sabe no Giovanetti perto da prefeitura. Quem topa?

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Atualização do iPod touch: a razão da cobrança

Sexta, Março 7th, 2008

Eu tenho visto muita gente reclamando sobre a cobrança de US$ 20 pela atualização do software do iPod touch, e pelos comentários no post de ontem sobre o SDK vejo que quando a nova versão do firware do touch for lançada em junho teremos mais reclamações. Eu mesmo critiquei essa cobrança em um primeiro momento, mas após pesquisar um pouco vi que a culpa na verdade não é inteiramente da Apple, mas em parte do Ato Sarbanes-Oxley de 2002, uma lei federal norte-americana que mudou as regras da contabilidade por lá depois de escândalos como o da Enron e da Tyco International.

De acordo com essa lei, uma companhia só pode oferecer atualizações gratuitas para produtos vendidos sob o modelo de assinatura, ou seja, que a pessoa pague durante a vida do produto por serviços. Esse é o caso do iPhone, por exemplo, e do AppleTV que apesar de não ter uma assinatura mensal rende lucros para a Apple através das locações de filmes e venda de músicas. No caso do iPod, mesmo existindo a iTunes Wifi Store ele foi colocado nos livros da Apple em um modelo sem assinatura, e a empresa por lei não pode oferecer atualizações gratuitas sem mexer em sua contabilidade. Depois dos problemas com as ações e a investigação que a empresa sofreu nos últimos tempos, imagino que ela queira distância de problemas com o governo.A questão principal é por que a empresa decidiu cobrar US$ 20 pela atualização e não um valor mais baixo como o US$ 1.99 cobrado na atualização do Airport Extreme.

Ao cobrar US$ 20 por cinco novos aplicativos, a Apple parece já estar dando uma dica do valor a ser cobrado pelos programas que serão vendidos pela iTunes App Store quando esta estrear com a versão 2.0 do firmware no final de junho.

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Atualizações no MacBook e MacBook Pro

Terça, Fevereiro 26th, 2008

Eu já comentei por aqui e no podcast algumas vezes sobre os rumores sobre a Apple e como muitas vezes eles não passam de especulações de fãs da empresa com pouca ou nenhuma base em fatos reais (ou, em alguns casos, brincadeiras), e por essa razão com o tempo fui deixando de escrever sobre esses rumores por aqui. Não que eu não os leia, acompanho diversos blogs que publicam todo o tipo de especulação sobre a Apple, mas acho que na maior parte dos casos ficar simplesmente repetindo essas informações por aqui não acrescentaria nada.

Durante a última semana circularam rumores sobre o lançamento de um novo modelo do MacBook Pro. A última atualização do modelo havia acontecido em junho do ano passado, e pelo ciclo tradicional de vida dos produtos da Apple já era hora de termos um modelo completamente novo. Só que mais uma vez os rumores estavam errados, e o lançamento, embora interessante, trouxe apenas modificações nos processadores e no touchpad, deixando as modificações no visual da máquina para o segundo semestre ou quem sabe para janeiro de 2009 durante a próxima edição da Macworld Expo.

O modelo Pro passou a ter processador Core 2 Duo Penryn de 2.4GHz, HD de 200GB e placa de vídeo com 256MB em seu modelo básico vendido por US$ 1,999 nos EUA, sendo possível ainda comprar uma máquina com Core 2 Duo de 2.5GHz, HD de 250GB e placa de vídeo com 512MB por US$ 2,499 ou personalizar a máquina com processador de 2.6GHz e até 4GB de RAM, o que faz com que seu preço passe a US$ 3,149 nos EUA. Outra novidade desta atualização é a presença da tecnologia Multi-Touch nos modelos Pro.

As novidades na linha MacBook, que havia sido atualizada em novembro de 2007, foram a mudança nos processadores (agora 2.1GHz no modelo básico e 2.4GHz no modelo branco intermediário e no modelo preto) e o HD no modelo top de linha, que passa a ter 250GB de capacidade.

Nos próximos dias vamos ler por aí comentários de que a Apple não é mais a mesma, que ela está tendo problemas e não consegue lançar um novo MacBook Pro, e todo o resto que acompanha uma atualização da Apple que não corresponde aos rumores que de tanto serem repetidos acabam se tornando verdadeiros para alguns fãs, mas na minha opinião os lançamentos de hoje demostram mais uma vez que a empresa está com uma linha de produtos madura e de qualidade com capacidade para brigar por seu espaço no mercado.

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Resolução 477 da Anatel e o iPhone

Sábado, Fevereiro 23rd, 2008

Enquanto muitos estão comemorando as mudanças nas regras da Anatel introduzidas pela resolução 477 para operadoras de telefonia celular[bb], o que para mim não passa de conversa, já que não existem punições severas para os casos em que as regras não forem cumpridas, não vi ninguém comentar o efeito que isso pode ter na vindo do iPhone para o Brasil.

O modelo de negócios adotado pela Apple nos países onde o aparelho já foi lançado é o mesmo e consiste em uma parceria com uma única operadora local que detém a exclusividade de venda do aparelho por um determinado período, vendendo o aparelho bloqueado para aquela operadora apenas. A exceção é a França, onde leis locais obrigam a Apple a vender uma versão que pode ser desbloqueada pelo próprio iTunes, mas custa €749, o que dá cerca de R$ 1900 pelo câmbio desta sexta. Já foi um avanço em relação ao iPhone desbloqueado vendido na Alemanha durante um curto período, que custava € 999, mas essa versão só foi oferecida em função de uma decisão judicial, revertida posteriormente. E esse valor de € 749 é na Europa, sem contar os impostos existentes aqui no Brasil.

Com a obrigatoriedade de desbloqueio introduzida pela Anatel, mesmo que a pessoa assine um contrato com a operadora que vende o iPhone ela poderá solicitar o desbloqueio do aparelho sem pagar nada. Sim, ela não terá acesso ao Visual Voice Mail (que depende de software na rede da operadora), mas a julgar pelo número de aparelhos desbloqueados sendo usados pelo mundo isso não parece ser um grande problema.

Como de acordo com o Procon a fidelização passa a ser à operadora e não mais ao plano, (entendimento contestado pela Anatel e que deve gerar algumas disputas judiciais até que o assunto fique claro) mesmo que o aparelho seja oferecido somente em planos mais caros nada impede que a pessoa compre, exija o desbloqueio e no mês seguinte mude o plano para o mais barato possível, usando um SIM da operadora concorrente caso esse ofereça preços melhores de voz ou dados, deixando o SIM original para emergências ou mesmo sem uso, o que não é interessante para a operadora escolhida pela Apple.

Um possível resultado é que se lançado por aqui, o iPhone custará bem mais que em outros países não só pelos impostos brasileiros, mas sim por que trará embutido em seu preço esse custo de desbloqueio referente às perdas das operadoras (e da Apple, que ganha parte do valor da assinatura mensal). A outra possibilidade, bem mais chata para quem espera o lançamento do oficial do iPhone no Brasil, é que a legislação local faça com que a Apple, que já não é muito interessada no país, desista de lançar o celular por aqui.

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iPhone, MobileScrobbler e o futuro da música

Segunda, Fevereiro 18th, 2008

Depois de atualizar meu iPhone para a versão 1.1.3 do firmware fiquei com um pouco de receio de sair instalando qualquer aplicativo nele e fiquei só com os essenciais (no meu caso, VNSea, ScreenShot, Finder, SummerBoard e Make it Mine). Alguns aplicativos deram problemas tão sérios que no final das contas tive que refazer todo o processo, voltando para o 1.1.1 e subindo aos poucos novamente para o 1.1.3. O Taskbar, por exemplo, deixou o iPhone mudo, e o Guitar Hero III colocou o iPhone no loop de inicialização, onde ele ficava travado na maçã. Sem alternativas, o jeito foi respirar fundo, reinstalar e aceitar que era melhor esperar um pouco para brincar com os aplicativos de terceiros.

Entram em cena mais uma vez GeoHot e a comunidade de interessados no desbloqueio do iPhone, e o processo, que era bem chato e tinha que ser feito pelo próprio aparelho, passou a ser bastante simples, bastando atualizar o iPhone pelo próprio iTunes e rodar o ZiPhone (ou o iJailbreak) para ter um iPhone atualizado e desbloqueado, e então decidi tomar coragem e começar a instalar novamente alguns aplicativos que usava em versões anteriores. Se algo der errado, agora em questão de minutos dá para estar com o iPhone funcionando normalmente.

O primeiro aplicativo que eu instalei (e que não tinha funcionado antes no 1.1.3) foi o MobileScrobbler, e a surpresa foi grande. De um simples método para enviar o que eu estou ouvindo no iPhone para o Last.fm na primeira versão ele evoluiu e hoje é na minha opinião o aplicativo mais importante para quem gosta de escutar música no iPhone. Assim como a versão para Mac (imagino que a versão para Windows tenha as mesmas funções, mas não testei), é possível acessar rádios de seus contatos, sua “vizinhança” (uma lista criada com base nas músicas de contatos com gosto semelhante), baseadas em tags e muito mais. O melhor de tudo é que você ainda tem acesso à letra da música e informações do artista, além de poder usar os comandos Love e Ban para músicas que você gostou ou detestou (costumo escutar as rádios de meus contatos, mas às vezes aparecem algumas coisas que eu realmente não gosto).

O MobileScrobbler me fez pensar um pouco sobre o futuro da música. O que eu quero não é ter uma determinada música, mas sim poder acessá-la para escutar quando eu quero. Imagine um serviço onde você pague para ter acesso em qualquer dispositivo à música que você quiser e que oferecesse ainda os serviços adicionais do Last.fm como listas de contatos, rádios personalizadas baseadas no que você costuma ouvir e letras de músicas. Hoje em dia isso não é possível e as rádios do Last.fm tocam músicas aleatórias dentro de um gênero ou baseadas em seus hábitos musicais, mas em um modelo de negócios onde o usuário pague para ter acesso às músicas seria possível escolher exatamente o que você quer ouvir, com os artistas sendo recompensados pelo número de vezes que sua música foi escutada.

Claro que a coisa não é tão simples como eu gostaria. O MobileScrobbler só funciona bem mesmo quando você tem uma boa conexão. Se ao invés do Wifi você usar o EDGE disponível no iPhone a espera por cada música seria enorme. Mas tudo aponta para redes cada vez mais rápidas, que poderiam dar conta tranquilamente de transferir de forma quase instantânea as músicas para o dispositivo móvel de modo que o usuário praticamente não perceba a diferença entre uma música armazenada localmente e uma armazenada no servidor.

O problema mais grave, no entanto, é a resistência dos consumidores em usar serviços desse tipo. Várias tentativas já foram feitas nesse sentido, e se por um lado não foram grandes fracassos, por outro não conseguiram alcançar o mesmo sucesso do método tradicional de lojas como a iTunes Store e a Amazon MP3.

Uma das críticas feitas em relação a esse modelo de negócios é que você não é dono da música, e se parar de pagar perde toda sua coleção. Mas o mesmo acontece com a programação da TV à cabo. Se você parar de pagar perde o acesso à programação.

Nossa relação com a música é diferente da relação com vídeo, gostamos de ter nossas músicas favoritas e a possibilidade de não poder escutá-las caso o serviço seja cancelado incomoda, mas e se fosse possível assinar um serviço e comprar só aquelas que realmente gostamos, garantindo assim sua permanência em nosso acervo no caso de cancelamento? Eu tenho muita coisa em minha coleção que comprei ao longo dos anos que ouço muito pouco e provavelmente não teria comprado se houvesse a possibilidade de escutar quando tivesse vontade em um serviço online.

O grande problema dos serviços de assinatura, na minha opinião, é você ter que acessá-los por um computador e só então transferir para um dispositivo móvel. Se a coisa funcionasse em qualquer dispositivo móvel de uma forma transparente, sem a necessidade de um computador (mas sendo possível escutar em casa também pelo computador, se o usuário quiser), esse tipo de serviço passaria a ser bem mais atraente.

Aos poucos a tecnologia para que algo do tipo seja possível vai chegando às mãos dos consumidores. Resta saber se a indústria da música um dia vai permitir mudanças profundas no modelo de negócios e se os consumidores vão se interessar.

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Flash no iPhone

Quinta, Fevereiro 14th, 2008

Andaram circulando alguns rumores de que a Apple estaria se preparando para incluir suporte à Flash no iPhone, algo que muita gente quer desde que o aparelho foi lançado. O rumor começou no Gear Live, blog que publicou imagens do firmware 1.1.3 bem antes da Apple disponibilizar esta atualização, o que dá credibilidade às suas fontes. De acordo com o blog, os problemas de consumo de CPU e, consequentemente, diminuição da vida útil da bateria, seriam apenas desculpas e o problema seria simplesmente a falta de um acordo entre a Apple e a Adobe.

No entanto, ao ler um post do John Gruber hoje sobre o assunto percebi que a questão é mais complexa que simplesmente um acordo entre as empresas.

Como eu comentei ontem ao falar sobre o SDK, a Apple é uma empresa que gosta de ter controle sobre seus produtos, e o desenvolvimento de aplicativos para o iPhone deve seguir esta tendência, ao menos oficialmente (os aplicativos de terceiros criados com o toolchain devem continuar por aí, rodando em iPhones com jailbreak).

Por ser propriedade da Adobe, o Flash não é interessante para a Apple, já que ela não tem controle sobre ele. No desktop o Flash já é o formato dominante há algum tempo (para funcionar no iPhone o YouTube converteu parte de seus vídeos para H.264, mas o Flash ainda domina), mas em plataformas móveis o mercado ainda está aberto, e não é interessante para a Apple ajudar um rival a se estabelecer como padrão, mas sim aumentar a participação do QuickTime. E se algo acontece e a Adobe decide encerrar a parceria?

Por outro lado, com o SDK existe a possibilidade da Adobe, a grande interessada em ver Flash no iPhone, portar o formato para o aparelho.

A questão é se a Apple, com sua mania de controle, vai permitir.

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Sem locações para iPods 5G

Quinta, Janeiro 17th, 2008

Quando Steve Jobs anunciou que os filmes locados na iTunes Store funcionariam com todos os iPods, ele esqueceu de mencionar que estava se referindo a todos os iPods atuais. Isso mesmo, iPods da quinta geração não aceitam os filmes alugados na loja online da Apple[bb], possivelmente por não terem o chip de autenticação para saída para TV, existente nos iPods classic e nano da terceira geração.

Imagino que em parte essa exigência tenha vindo dos estúdios, sempre preocupados com a pirataria de seu conteúdo, mas para a Apple é um excelente negócio, já que em tese forçaria os consumidores interessados nas locações a comprar um novo iPod[bb].

O grande perigo é mais uma vez irritar um grande grupo de consumidores, já que o Zé Normal não está nem aí para a geração do iPod que possui, apenas sabe que tem um tocador de MP3 e não pode usar a nova função anunciada.

Ainda sobre as locações na iTunes Store, a Apple deixou o Front Row de fora da festa, o que se por um lado é compreensível - o interesse da empresa é vender o AppleTV, por outro resulta na perda de potenciais consumidores que usam um computador como central de mídia.

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Don’t touch: iPod touch não será atualizado no Brasil

Quarta, Janeiro 16th, 2008

O Marcelo Nobrega do Futuro.vc, que está cobrindo a Macworld e participou do último podcast, conversou com executivos da Apple lá em São Francisco e nos passa a informação: a atualização do iPod touch não estará disponível nos países onde a Apple não possui iTunes Store.

A solução apresentada é esperar para comprar o iPod touch já com a nova versão do firmware que contém os aplicativos, mais uma vez ignorando os usuários fiéis da marca que compram todos os lançamentos, os chamados early-adopters. Se a idéia da Apple é estabelecer uma presença forte no Brasil, sem dúvida esta decisão atrapalhará bastante os planos.Extra oficialmente, a solução é comprar um cartão pré-pago da iTS e se cadastrar usando um endereço nos EUA.

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A bateria do MacBook Air

Quarta, Janeiro 16th, 2008

Um dos pontos que me preocupa no novo MacBook Air é a bateria. Não pela duração, que me parece ser uma jogada de marketing da Apple semelhante à usada nos iPods, com um tempo de duração oficial menor que o obtido no mundo real com a intenção de deixar os consumidores felizes - “falaram que a bateria durava só cinco horas, consigo seis com a minha!”, mas sim com o fato dela não poder ser substituída com facilidade pelo usuário, necessitando uma visita à uma assistência técnica.

Em países onde existem várias lojas da Apple isso é relativamente simples, basta agendar um horário no Genius Bar e deixar a máquina, mas e aqui, onde quase sempre qualquer troca de peças leva, no melhores casos, um mês? Será que a Apple Brasil terá baterias para reposição ou os compradores do MacBook Air terão que encostar suas máquinas durante o período de espera pela liberação da mercadoria (e escutar vários “já está chegando, sacumé, importação demora”)? O novo modelo deve chegar no Brasil em março, segundo a Folha de São Paulo, e eu apostaria em um preço começando em R$ 5999 para o modelo mais simples.O custo de reposição nos EUA será de US$ 129, e a troca da bateria será feita gratuitamente nas lojas da Apple.

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