Arquivo para Categoria ‘Música’

Mix Tape

Quarta, Março 19th, 2008

Tá, para os mais novos eu vou ter que explicar que antes do CD havia um lance chamado fita cassete (ou K7) que armazenava as músicas não como uma sequência de 0s e 1s, mas em uma fita magnética, e você podia escutar em qualquer tocador (chamados de tapes), sem preocupações com DRM.  :)  A dica do MixWit veio do blog do Tiago Dória, e achei genial.  Abaixo uma “fita” que eu criei rapidamente com algumas músicas do Guitar Hero 3. 

 

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The Redwalls

Quinta, Fevereiro 28th, 2008

Dessa vez eu peço licença para você, leitor deste blog, mas vou fugir um pouco do assunto principal (tecnologia, lembra?) e falar um pouco sobre música. Como assim, um pouco, seu Gui Leite? O que música tem a ver com tecnologia? Nesse caso tudo, já que a banda sobre a qual eu quero falar foi descoberta através do MobileScrobbler, a versão do Last.fm para o iPhone que eu comentei por aqui outro dia.

Estava escutando a Neighborhood Radio do Last.fm na semana passada sem prestar muita atenção quando de repente começou a tocar algo que eu nunca tinha escutado. Não sou nenhum expert em rock clássico[bb], mas gosto bastante e acho que já escutei a maior parte da obra dos Beatles[bb], mas de uma hora para outra estava escutando uma música do quarteto de Liverpool que por alguma razão eu não conhecia. Ao pegar o iPhone veio a surpresa: não era Beatles o que tocava, mas sim uma banda atual chamada The Redwalls (eles vão tocar no SXSW ao lado de bandas como R.E.M., The Vines e Bowling for Soup). Claro que a culpa é minha e eu que devo estar por fora. Confesso que não escuto rádio há algum tempo, e talvez The Redwalls[bb] faça um tremendo sucesso por aí, mas se não fosse o MobileScrobbler eu nunca teria tido o prazer de escutar essa banda. Na hora cliquei no link que aparece no programa e acessei a iTunes Store no próprio iPhone. Comprei o disco De Nova e baixei por lá mesmo, em questão de minutos. Fácil, rápido, e o melhor de tudo, totalmente legal.

Gosto é uma coisa pessoal e você pode detestar os Beatles e The Redwalls, mas uma coisa não dá para negar: a maneira como interagimos com a música está mudando rapidamente, e hoje em dia é cada vez mais fácil fugir da mesmice das rádios. As gravadoras, ao invés de perceber isso e tentar conquistar as novas gerações usando a tecnologia preferem continuar presas a um modelo de negócios ultrapassado, brigando e processando velhinhas, crianças e até pessoas sem computador.

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iPhone, MobileScrobbler e o futuro da música

Segunda, Fevereiro 18th, 2008

Depois de atualizar meu iPhone para a versão 1.1.3 do firmware fiquei com um pouco de receio de sair instalando qualquer aplicativo nele e fiquei só com os essenciais (no meu caso, VNSea, ScreenShot, Finder, SummerBoard e Make it Mine). Alguns aplicativos deram problemas tão sérios que no final das contas tive que refazer todo o processo, voltando para o 1.1.1 e subindo aos poucos novamente para o 1.1.3. O Taskbar, por exemplo, deixou o iPhone mudo, e o Guitar Hero III colocou o iPhone no loop de inicialização, onde ele ficava travado na maçã. Sem alternativas, o jeito foi respirar fundo, reinstalar e aceitar que era melhor esperar um pouco para brincar com os aplicativos de terceiros.

Entram em cena mais uma vez GeoHot e a comunidade de interessados no desbloqueio do iPhone, e o processo, que era bem chato e tinha que ser feito pelo próprio aparelho, passou a ser bastante simples, bastando atualizar o iPhone pelo próprio iTunes e rodar o ZiPhone (ou o iJailbreak) para ter um iPhone atualizado e desbloqueado, e então decidi tomar coragem e começar a instalar novamente alguns aplicativos que usava em versões anteriores. Se algo der errado, agora em questão de minutos dá para estar com o iPhone funcionando normalmente.

O primeiro aplicativo que eu instalei (e que não tinha funcionado antes no 1.1.3) foi o MobileScrobbler, e a surpresa foi grande. De um simples método para enviar o que eu estou ouvindo no iPhone para o Last.fm na primeira versão ele evoluiu e hoje é na minha opinião o aplicativo mais importante para quem gosta de escutar música no iPhone. Assim como a versão para Mac (imagino que a versão para Windows tenha as mesmas funções, mas não testei), é possível acessar rádios de seus contatos, sua “vizinhança” (uma lista criada com base nas músicas de contatos com gosto semelhante), baseadas em tags e muito mais. O melhor de tudo é que você ainda tem acesso à letra da música e informações do artista, além de poder usar os comandos Love e Ban para músicas que você gostou ou detestou (costumo escutar as rádios de meus contatos, mas às vezes aparecem algumas coisas que eu realmente não gosto).

O MobileScrobbler me fez pensar um pouco sobre o futuro da música. O que eu quero não é ter uma determinada música, mas sim poder acessá-la para escutar quando eu quero. Imagine um serviço onde você pague para ter acesso em qualquer dispositivo à música que você quiser e que oferecesse ainda os serviços adicionais do Last.fm como listas de contatos, rádios personalizadas baseadas no que você costuma ouvir e letras de músicas. Hoje em dia isso não é possível e as rádios do Last.fm tocam músicas aleatórias dentro de um gênero ou baseadas em seus hábitos musicais, mas em um modelo de negócios onde o usuário pague para ter acesso às músicas seria possível escolher exatamente o que você quer ouvir, com os artistas sendo recompensados pelo número de vezes que sua música foi escutada.

Claro que a coisa não é tão simples como eu gostaria. O MobileScrobbler só funciona bem mesmo quando você tem uma boa conexão. Se ao invés do Wifi você usar o EDGE disponível no iPhone a espera por cada música seria enorme. Mas tudo aponta para redes cada vez mais rápidas, que poderiam dar conta tranquilamente de transferir de forma quase instantânea as músicas para o dispositivo móvel de modo que o usuário praticamente não perceba a diferença entre uma música armazenada localmente e uma armazenada no servidor.

O problema mais grave, no entanto, é a resistência dos consumidores em usar serviços desse tipo. Várias tentativas já foram feitas nesse sentido, e se por um lado não foram grandes fracassos, por outro não conseguiram alcançar o mesmo sucesso do método tradicional de lojas como a iTunes Store e a Amazon MP3.

Uma das críticas feitas em relação a esse modelo de negócios é que você não é dono da música, e se parar de pagar perde toda sua coleção. Mas o mesmo acontece com a programação da TV à cabo. Se você parar de pagar perde o acesso à programação.

Nossa relação com a música é diferente da relação com vídeo, gostamos de ter nossas músicas favoritas e a possibilidade de não poder escutá-las caso o serviço seja cancelado incomoda, mas e se fosse possível assinar um serviço e comprar só aquelas que realmente gostamos, garantindo assim sua permanência em nosso acervo no caso de cancelamento? Eu tenho muita coisa em minha coleção que comprei ao longo dos anos que ouço muito pouco e provavelmente não teria comprado se houvesse a possibilidade de escutar quando tivesse vontade em um serviço online.

O grande problema dos serviços de assinatura, na minha opinião, é você ter que acessá-los por um computador e só então transferir para um dispositivo móvel. Se a coisa funcionasse em qualquer dispositivo móvel de uma forma transparente, sem a necessidade de um computador (mas sendo possível escutar em casa também pelo computador, se o usuário quiser), esse tipo de serviço passaria a ser bem mais atraente.

Aos poucos a tecnologia para que algo do tipo seja possível vai chegando às mãos dos consumidores. Resta saber se a indústria da música um dia vai permitir mudanças profundas no modelo de negócios e se os consumidores vão se interessar.

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Power to the People

Terça, Agosto 14th, 2007

Lennon na iTS Mais um ex-Beatle tem seu catálogo solo na iTunes Store. Depois de Paul McCartney, que teve seu catálogo incluído na loja online há alguns meses, os discos solo de John Lennon agora também estão disponíveis, e o que é melhor, em formato sem DRM. Os discos vão de US$ 9.99 a US$ 27.99 (a coletânea Working Class Hero), e existem também alguns vídeos a US$ 1.99. Com isso os quatro Beatles estão representados na iTS (ainda que George Harrison tenha apenas uma música em disco ao vivo do Bob Dylan), e fico (assim como muitos fãs) na espera pelo lançamento do Fab Four em formato digital.

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SyncTunes - Sincronize o iTunes com qualquer tocador

Quarta, Maio 23rd, 2007

SyncTunes Uma dúvida que eu recebo com frequência é sobre o uso do iTunes com tocadores de MP3 que não sejam o iPod, como PDAs, smartphones ou os populares MP4. Normalmente esses aparelhos aparecem no computador como um volume externo, e basta arrastar os arquivos para a pasta desejada para as músicas poderem ser escutadas, ao contrário do iPod, que precisa do iTunes para organizar suas listas de reprodução. O problema é que o OS X deixa arquivos que no Mac são invisíveis, mas em outros sistemas de arquivo como o FAT32 (usado por alguns tocadores) atrapalham a vida do usuário, como .DS_Store e ._nome_do_arquivo. Para resolver esse problema e não obrigar o usuário a localizar os arquivos, tanto os de música que ele quer transferir quanto os que sobram, o aplicativo SyncTunes sincroniza listas de reprodução do iTunes com volumes externos, apagando estes arquivos invisíveis e criando listas no formato m3u ou pls. O programa é gratuito, mas caso você goste o autor pede uma doação para uma instituição que ajuda diabéticos no Reino Unido, já que seu filho tem a doença.

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iTunes Store Japão

Quinta, Dezembro 14th, 2006

iTunes Card Enquanto a iTunes Store Brasil não abre suas portas virtuais, você pode comprar cartões da loja japonesa pela internet e receber o código por email (ou o próprio cartão pelo correio, mas na minha opinião não vale a pena, já que o importante para criar a conta é o código) através do site JBOX. Não conheço a seleção da loja iTunes japonesa, e sei que eles não tem filmes ou seriados disponíveis por enquanto, mas pode ser uma opção para quem já não aguenta mais esperar pela versão brasileira da loja. Os cartões custam 18 ou 35 dólares, e tem 1500 ou 3000 ienes de crédito, respectivamente.

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CCHits

Quinta, Junho 1st, 2006

CC Logo Existem várias fontes de músicas liberadas com a licença Creative Commons, mas geralmente são diretórios nos quais é difícil saber o que é interessante sem baixar diversas músicas e escutar uma por uma. O site CCHits traz para as músicas CC um sistema de classificação onde os próprios usuários escolhem se gostam de determinada música, que vai então se tornando um hit (de maneira semelhante à classificação usada pelo Digg). Só isso já faria do site uma dica fantástica, mas ele ainda tem feeds para você assinar como um podcast e um tocador para cada música, possibilitando conhecer o que interessa na própria página. Nas palavras do próprio Fabrício, criador do site, o CCHits é

um site/feed coletivo onde todos tem o direito de enviar indicações de músicas bacanas, desde que possuam copyright flexível. Quem juga a qualidade dos links são os próprios usuários, votando, comentando ou simplesmente ouvindo, é possivel tocar tudo diretamente do site, ou através do seu music player favorito (.m3u e .xspf), ou assinar em forma de podcast (mediaRSS).

Ao atingir determinada popularidade, algumas músicas são automaticamente promovidas e ganham o status de Hit, no melhor estilo Digg.

Tudo, claro, com direito ao kit de frescuras básicas e fundamentais a qualquer social web app que se preze, ou seja: tags para tudo, feeds a granel, integração com diferentes serviços, ferramentas para chup/paste de html e coisas do tipo.

Outro detalhe, o próprio sistema é também todo open source, você pode dar um view source se quiser rir do tanto que eu sou uma farsa como programador PHP e/ou ajudar com bug-fixing e/ou clonar a app inteira e customizá-la para servir de base para algo parecido se quiser :P

Dentre as músicas que estão neste momento no site está a banda Beight, que apareceu no Musicast 32, além de algumas coisas que achei bem legais.

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