Modelo de assinatura e a volta do DRM

De acordo com o jornal Financial Times a Apple estaria estudando com as gravadoras um modelo de assinaturas para o iPhone e o iPod, no qual o consumidor pagaria uma taxa única ou uma assinatura mensal para poder baixar quantas músicas quissesse. Ao final da vida útil do aparelho ou quando cancelasse a assinatura a pessoa poderia ficar com algumas músicas (o artigo menciona algo entre 40 e 50 músicas por ano).

Diversas empresas já tentaram lançar negócios semelhantes, e o sucesso, na melhor da hipóteses, foi pequeno. Será que a Apple conseguiria obter sucesso onde tantos fracassaram?

É bem possível tendo em vista seu domínio do mercado de tocadores de MP3 e sua crescente participação no mercado de celulares, mas para os consumidores isso seria um mal negócio, já que este modelo para funcionar precisaria de DRM, coisa que a Apple, através de uma carta aberta de seu CEO Steve Jobs diz não gostar, mas ainda usa em grande parte das músicas vendidas na iTunes Store, mesmo com a concorrência oferecendo músicas por preços menores e sem DRM.

Não adianta fugir, o interesse da Apple é seu lucro (como deveria ser em uma empresa, diga-se de passagem; não tenho ilusões de que empresas fazem algo da bondade de seu coração), e caso esse caminho passe pela volta do DRM que nunca se foi, que assim seja.  Quem perde somos nós, os consumidores…

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