Na semana passada muita gente comemorou mais um prego no caixão do DRM com o anúncio de que a Sony BMG passaria a vender parte de seu catálogo digital sem travas que atrapalham o consumidor honesto. Conhecendo um pouco do histórico da divisão de música da Sony, achei que era muito bom para ser verdade e fiquei esperando os detalhes antes de comentar algo por aqui.A venda de músicas sem DRM começa nos EUA no próximo dia 15, e para adquirir os arquivos em formato MP3 o consumidor deverá ir até uma loja física (sim, aparentemente ainda existem lojas que vendem música no mundo real), comprar um cartão com um código por US$ 12.99, e só então entrar no site para baixar um dos 37 discos disponíveis inicialmente, dentre os quais o inesquecível “The Greatest Songs of the Seventies“, de Barry Manilow.Se você vai até uma loja física, por que não comprar diretamente o CD? O preço é quase o mesmo, e dessa maneira pelo menos funciona você teria um backup das músicas além de um encarte. O grande problema é que parece que a Sony, ao transformar o processo que deveria ser simples (entro no site, escolho a música, pago, baixo, escuto) em algo complexo, não percebe que a concorrência não é com outros métodos legais online, mas sim com a pirataria, e quanto mais complicado for para o consumidor maiores as chances de que ele baixe o disco por protocolos P2P.
UPDATE: A Amazon anunciou hoje que vai começar a vender músicas sem DRM da Sony BMG até o final do mês. Com isso, a Amazon passa a contar com as quatro maiores gravadoras em sua loja virtual, todas oferecendo conteúdo sem DRM, coisa que a iTunes Store ainda não tem. Eu achei a experiência de compra na loja da Amazon bem tranquila, porém a navegação pelo site ainda é chata. No entanto, entre a loja organizada do iTunes e as músicas sem DRM da Amazon, com certeza ficaria com a segunda opção.


Janeiro 8th, 2008 at 10:28 am
Janeiro 8th, 2008 at 11:24 am
Mesmo sistema dos cartões, com ações promocionais com clintes como Microsoft, Rolling Stone, fizemos alguns cartões para o estúdio Coca-Cola, e em breve venderemos cartões pré-pagos em uma grande rede varejista.
É interessante saber que uma empresa brasileira começou esse formato de venda, e ele está sendo “adotado” por outras.
Janeiro 8th, 2008 at 11:56 am
A resposta do porquê disso é símples! Pessoas são charopes!
Gui… muito bom vc ter voltado à ativa! Seu blog/podcast é um dos meus prediletos… e em relação a Mac, de longe o que mais gosto!