No podcast 93 eu comentei rapidamente sobre alguns programas para gravar sua tela no OS X, e um dos aplicativos mencionados foi o Display Eater. Nos últimos dias o aplicativo foi o centro de uma polêmica que resultou em cartas abertas de seu criador e outros desenvolvedores. Ao preparar um screencast usando o Display Eater como exemplo, Karsten Kurche, que trabalha para a Brinksoftware, se deparou com comentários no código do programa e se assustou. De acordo com os comentários, ao tentar usar uma chave pirateada no programa ele automaticamente apagaria o diretório Home. Sim, a pasta onde todos seus arquivos pessoais como fotos e músicas (que muitas vezes não tem backup) são armazenados. O criador do aplicativo respondeu com uma carta aberta dizendo que apenas uma versão do programa tinha essa função e que versões posteriores simplesmente apagavam as preferências do programa, mas o estrago já estava feito. Obviamente concordo com o direito de proteger sua criação intelectual e sou contra a pirataria (comentei em um podcast sobre uma conversa que tive na Macworld Expo 2006 com o CEO da Rogue Amoeba e como ele realmente depende da venda de seus programas para continuar desenvolvendo), mas a maneira como esta funcionalidade foi implementada, sorrateiramente, mostra que tudo o que o criador do Display Eater conseguiu foi efetivamente acabar com seu programa (que continua sendo distribuído, agora gratuitamente, mas quem tem coragem de usar?) e com sua reputação.

